Saturday, February 24, 2018

ONDE VOCÊ QUER CHEGAR?

As pessoas não planejam fracassar. Fra-cassam por falta de planejamento!

Quantas pessoas você conhece que vivem somente indo, sem saber exatamente para onde? Se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Mas talvez não seja essa a sua situação. Imagino que o fato de estar procurando por conhecimento significa que tem pelo menos uma ideia de onde quer chegar. Você tem suas metas claras, defi-nidas e, principalmente, expressas por escrito?

Na década de 50, foi feita uma pesquisa com estudantes de uma universidade americana a respeito de metas. Perguntaram quantos tinham metas claramente definidas, e o resultado foi: 87% não sabiam o que fariam após terminar a faculdade; 10% tinham uma ideia do que queriam fazer, como montar seu próprio negócio, trabalhar em uma grande corporação, voltar para a cidade em que nasceram, trabalhar com o pai, prestar um concurso; 3% tinham metas claramente definidas e por escrito.

Após 20 anos, os pesquisadores procuraram os mesmos alunos para saber como estavam suas vidas, e constataram que a soma da renda daqueles 3% que definiram suas metas era maior que a soma da renda dos 97% restantes. Os estudantes que haviam escrito suas metas sabiam muito bem para onde estavam indo.

As pessoas não planejam fracassar, mas fracassam por falta de planejamento, o que não significa que basta ter metas escritas para tudo acontecer como que por encanto. É claro que aparecerão obstáculos e surgirão pedras no caminho, mas devemos ser gratos até pelas pedras, porque com as adversidades aprendemos a ser fortes: muitas vezes, elas nos ensinam e nos dão experiência.

Pense em duas pessoas: a primeira tem metas definidas, enquanto que a outra não tem. Imagine que elas estão indo para o mesmo lugar, como se seus trajetos fossem duas linhas paralelas. A pessoa que não tem metas está apenas vivendo um dia após o outro, enquanto que a que tem metas claras está entusiasmada com a vida. Tem um comportamento altruísta e coerente com o que quer para sua vida.

Um bom exemplo de comportamento das pessoas que sabem onde querem chegar é o fato de que leem um livro durante pelo menos 15 minutos por dia, a fim de ser um pouquinho melhores hoje do que foram ontem. Embora pareçam, as trajetórias das duas pessoas não estão paralelas. Há um pequeno ângulo entre elas, quase imperceptível a curto prazo. Porém, depois de alguns anos, a distância entre elas se torna gigantesca. Bastam uns poucos graus de diferença na rota de um avião para levá-lo a Tóquio em vez de para Nova Iorque.

Anthony Robbins (Poder Sem Limites) diz “que diferença faz uma década na vida de uma pessoa que tem metas traçadas, definidas e por escrito!” Ele conta que, quando esse pensamento lhe passou pela cabeça, cruzava o estado americano da Califórnia em seu helicóptero a jato, indo de Los Angeles para Orange Country, onde daria um de seus seminários. Ao sobrevoar a cidade de Glendale, reconheceu um prédio grande. Observou-o melhor e percebeu que era o lugar onde havia trabalhado como zelador 12 anos antes! Naquele tempo, sua maior preocupação era que seu Volkswagen 1960 não se desmanchasse no percurso de trinta minutos de casa até o trabalho. Hoje, ele é um homem que faz diferença na vida de milhares de pessoas por todo o mundo.

Tenho muita admiração por Anthony Robbins, que é um dos meus mentores. Sua vida é mais uma prova da diferença que faz uma década na vida de uma pessoa com metas!

Tenha as suas e as siga, mesmo que elas se alterem durante o percurso. Alterações são redefinições. Siga em frente - você chegará onde quer chegar.




Saturday, February 17, 2018

O PODER DA GRATIDÃO

Se você tem o hábito de reclamar e focalizar a atenção naquilo que não quer, tenho uma péssima notícia: você acaba atraindo ainda mais situações que não quer!

Depois de passar por experiências ruins, aprendi a importância de agradecer cada pequeno acontecimento ou detalhe da vida. E descobri que uma das chaves do sucesso está ligada à energia que geramos e ao modo como nos sentimos na maior parte do tempo.

Muitas pessoas têm o hábito de reclamar. Reclamam do trânsito, do chefe, do trabalho, das dívidas, do tempo chuvoso ou do calor. “Você atrai aquilo que teme”, disse Rhonda Byrne, autora do livro O Segredo. É isso mesmo. Faça uma breve retrospectiva de sua vida e veja como isso é verdadeiro. Com base nessa afirmação, você poderia me perguntar, por exemplo: “Quer dizer então, que você atraiu as tais experiências ruins?”. Pois é com muito pesar que eu respondo: sim, eu atraí as experiências ruins. E esse foi outro grande aprendizado que tive. Toda vez que eu iniciava um novo projeto, tinha o pensamento de que eu não poderia haver nenhum problema, pois precisava dos resultados. E o que aconteceu? Acabei atraindo o que eu mais temia, eu quebrei, perdi tudo. Depois disso, passei a vigiar meus pensamentos e, principal-mente, minhas emoções.

Se você estar lendo esse artigo é um ponto a favor de mudanças positivas em sua vida, pois você atraiu essa leitura, buscou por isso. Permita-se, a partir de agora, vigiar seus pensamentos e emoções. Fazer isso é mais simples do que parece. Já reparou que, nos dias em que você acorda de mau-humor, parece que nada acontece como gostaria? No entanto, há dias em que tudo dá certo, certamente porque você está feliz e acaba atraindo oportunidades, pessoas e situações maravilhosas.

Pois aí está o segredo: SINTA-SE BEM! Verifique como estão suas emoções neste exato momento. Basicamente, só existem dois tipos de emoções: as boas e as ruins. E quer saber da boa notícia? É você quem escolhe como se sentir. Quanto mais criar o hábito de estar feliz, grato pelas pequenas coisas da vida e focado naquilo que quer (e não naquilo que teme), mais rapidamente atrairá o sucesso para você. Persista nessa prática, ela realmente traz resultados.

Bob Proctor, discípulo de Napoleon Hill e autor do best seller internacional You Were Born Rich, afirmou: “Por que você acha que 1% da população ganha cerca de 96% de todo o dinheiro que circula? Você acha que isso acontece por acaso? Não, é tudo planejado. Esse 1% entende entende o segredo. Essas pessoas sabem de alguma coisa que agora você também sabe. Elas escolhem o que querem, focam no que desejam e decidem se sentir bem diariamente". Lembre-se disso sempre que você reclamar.

Talvez uma voz interna esteja contestando o que você está lendo neste momento, argumentando com algum pensamento do tipo: “Ele não diria essas coisas se conhecesse meus problemas...”. Tenha cuidado! Nada é tão ruim que não possa piorar ainda mais. Se você reclama que o seu trabalho é ruim, reconheça que há muitos desempregados. Se reclama que tem dívidas, saiba que há pessoas ainda mais endividadas. Se reclama da saúde, pense nas pessoas em estado muito mais grave.

Qual é, então, o segredo para sentir-se bem todos os dias? A resposta é: AGRADECER! Isso mesmo! Agradeça por aquilo que você já tem, agradeça pelas pessoas que estão à sua volta, agradeça por tudo o que conseguiu até hoje na vida. Esse é o caminho mais curto para que você obtenha muito mais! O estado de graça faz você se tornar um ímã de coisas boas e tudo começa a dar certo em sua vida. As pessoas ao seu redor não conseguem entender como isso é possível, mas para você não há mais mistério, pois descobriu como é importante manter-se em estado de gratidão.

Há quem possa estar pensando agora: “Ah, mas você não conhece as pessoas que convivem comigo, não imagina como é difícil lidar com elas...”! Posso imaginar, sim; a maioria de nós tem algum relacionamento difícil na vida. A dica para esses casos é focalizar a atenção nas qualidades da pessoa. Faça uma lista dos pontos positivos, porque com certeza ela os tem, e comece a olhá-la pelo que tem de bom. Se persistir nisso, com o tempo sua atitude em relação a esta pessoa mudará, e como num espelho, a dela com relação a você também. Que tal colocar em prática essa dica? 

Imagino que você tenha seus problemas, certo? Mas quem não tem? Talvez tenha tido uma infância complicada ou uma juventude difícil, mas isso é passado. O que importa é sua vida daqui para a frente: como você quer que ela seja? Saiba que ela não precisa, nem deve, ser uma repetição do passado. Winston Churchill, disse certa vez: “Não sou quem eu gostaria de ser; não sou quem eu poderia ser; ainda não sou quem eu deveria ser. Mas, não sou mais quem eu era!”.

Portanto, reconheça o que há de bom em sua vida e agradeça. Agradeça por sua saúde, seu trabalho, as pessoas de sua vida, as conquistas que realizou, por menores que tenham sido. Decida sentir-se bem! Adote essas dicas! Coloque-as em prática. A diferença entre os bem-sucedidos e os que apenas querem o sucesso é que os primeiros partem para a ação. 

Garanto que esse estado de felicidade e reconhecimento pelas coisas boas sobre a sua vida e sobre as pessoas que você ama lhe fará maravilhas a partir de agora. Fique atento e verá que as coisas começarão a melhorar. Mas seja persistente: se você deixar de agradecer e voltar a reclamar, estragará tudo. Procure agradecer por tudo todas as manhãs. E por que todas as manhãs? Porque nosso estado emocional nos primeiros momentos do dia tem forte influência sobre como será o resto do dia, determinando se você atrairá oportunidades e momentos felizes, ou situações difíceis e desagradáveis.

Sucesso! Você merece, e ele está a sua espera.



Saturday, February 10, 2018

O PODER DA CRENÇA


Da mesma forma que aquilo em que acreditamos com grande intensidade pode destruir nossa vida, também pode salvá-la. E vice-versa.

Certa vez, li uma história muito interessante em um livro do Dr. Lair Ribeiro. Era sobre um mendigo nos Estados Unidos chamado Charles Harris: "Numa tarde de sexta-feira, Charles procurava um lugar para se abrigar durante a noite. Encontrou, em uma estação ferroviária, num vagão aberto e entrou. Ao fechar a porta, deu-se conta de que havia entrado numa fria, literalmente, pois ali era um vagão frigorífico! Tentou abrir a porta, mas não tinha como fazê-lo pelo lado interno do vagão. Começou a sentir frio, encontrou uma caneta pilot no chão, dessas para marcar a carne, e começou a descrever suas sensações na parede do vagão. Sentia suas mãos congelando, os dentes rangiam de frio e começou a imaginar como seria na segunda-feira, quando encontrassem seu corpo sem vida. Estava experimentando os efeitos do congelamento gradativo do seu corpo. Foi quando, sem forças para continuar, desfaleceu no local."

Porém, há um detalhe importante nessa história: o vagão estava em manutenção naquele fim de semana, ou seja, estava desligado! Em nenhum momento a temperatura baixou para menos de 10° C. Esse é o poder da crença, a explicação para o que acontece em nossas vidas.

Aos poucos vamos estabelecendo um sistema de crenças que direciona nossos pensamentos. Pensamento gera comportamento, que gera ação consistente, que gera hábitos positivos, que geram resultados, que geram novas crenças, gerando, assim, novos pensamentos... 

Aqui está o ciclo do sucesso! Se você acha que é um vencedor, deve pensar como um vencedor, e então se comportará como tal. Como resultado, suas ações e atitudes serão vencedoras, gerando o resultado positivo que o fará acreditar que é realmente um vencedor, e assim pensará como vencedor com muito mais intensidade, e então... Percebe onde isso vai parar? Da mesma forma que aquilo em que acreditamos com grande intensidade pode destruir nossa vida, também pode salvá-la - e vice-versa.

Está em suas mãos decidir em que acreditar.

Espero encontrá-lo na estrada do sucesso.
Se precisar de uma forcinha, conte comigo.

Sunday, January 7, 2018

TÉCNICAS DE VOZ, POSTURA E COMUNICAÇÃO PARA PALESTRANTES

É importante saber como comunicar com sinais positivos, cravar nossa marca pessoal, nosso estilo próprio. Podemos transmitir sinais negativos através da postura, da voz e dos gestos, e é necessário conhecer quais são, pois podem transmitir imagens inadequadas a nosso respeito.

A comunicação é uma ferramenta bastante importante nos dias de hoje, tanto no ponto de vista pessoal, quanto no ponto de vista profissional. Na verdade a comunicação nos revela para as pessoas e passa uma ideia muito forte de como somos, como nos sentimos em cada momento e em cada situação.

É importante entender que emitimos sinais para as pessoas enquanto nos comunicamos. Esses sinais podem ser positivos ou negativos e é importante que saibamos identificar quais são esses sinais, pois funcionam como a nossa marca pessoal, como nosso estilo próprio. Muitas vezes podemos transmitir sinais negativos e é necessário conhecer quais são esses sinais para podermos interferir e melhorar, pois produzem características negativas como ruídos de comunicação, transmitindo imagens inadequadas a nosso respeito. Esses sinais, na prática, são emitidos para as pessoas por meio de três condições:

1- Condição corporal

O movimento do corpo, a maneira como nos colocamos e os gestos que utilizamos produzirão um determinado impacto. A postura, é a maneira como nos colocamos corporalmente. Nossa postura passa impressões muito fortes a nosso respeito. Estudos apontam que cinquenta e cinco por cento do impacto na comunicação vem da imagem que passamos com o nosso corpo. Por esta razão é de extrema importância destacar as características principais que devemos entender para transmitir a imagem correta, a fim de que o ouvinte absorva ao máximo a ideia que pretendemos passar.

É importante sempre adotarmos uma postura ereta e confortável, em que nos coloque de frente para as pessoas com quem iremos nos comunicar. Quando utilizamos esse tipo de postura passamos a impressão para as pessoas de que somos totalmente seguros em relação ao assunto que estamos tratando e, principalmente, que nos sentimos motivados e confiantes em nos comunicar.

Se sentimos insegurança em relação ao que estamos falando, é comum que nos apresentemos com uma postura mais humilde, com o corpo levemente inclinado para baixo, ombros caídos, ou ainda, cabeça voltada para o chão. Se adotamos esse tipo de postura ao expormos nossas ideias, o ouvinte terá, automaticamente, a impressão de que não nos sentimos seguros, que não temos muita certeza em relação ao conteúdo que estamos transmitindo. Portanto é uma postura derrotada e de insegurança e não passará a firmeza necessária numa reunião de negócios ou em uma palestra.

Por outro lado devemos também tomar cuidado com as posturas exageradas. Se posicionarmos de uma forma ereta, mas extremamente rígida, certamente passaremos a ideia de esnobismo e de antipatia e consequentemente afastará as pessoas, fazendo com que estas percam o interesse em captar o conteúdo da fala.

Em relação aos gestos, sabemos que é algo natural e automático quando nos comunicamos. Os gestos fazem parte da comunicação do nosso dia a dia, seja em um diálogo pessoal ou profissional. Basicamente utilizamos dois tipos de gestos de maneira natural em nossos diálogos: os gestos de ênfase e os gestos simbólicos.

O primeiro é um gesto que demonstra ênfase, que signi-fica destacar um determinado trecho durante a fala, e que é marcado, por exemplo, com o movimento das mãos. Durante um diálogo, ou uma narrativa, o corpo interage através de gestos e nos momentos da fala em que queremos enfatizar algo, costumamos fazer movimentos para salientar este trecho, o que é visto com uma condição natural. Por exemplo, erguer as mãos para transmitir a ideia de altura.

Outro gesto que é muito utilizado é o simbólico, aquele que realizamos de forma a neutra-lizar ou suavizar a narrativa, quando não pode enfatizar determinados trechos, ou não pode demonstrar seus próprios sentimentos em relação aos fatos narrados. Esses gestos podem ser, por exemplo, uma mão sobre a outra, com as mãos apoiadas em algum lugar ou com os dedos cruzados, gestos esses que podemos identificar muito em apresentadores de telejornais. Todas essas são posições neutras que intermediarão esses gestos e a narrativa.

Devemos nos atentar para que esta posição neutra não permaneça durante toda a narrativa, sendo necessário realizar uma variação de movimentos neutros no decorrer do tempo. Devemos evitar repetir sempre o mesmo gesto, voltando sempre para a mesma posição neutra, pois se não houver variações o narrador passará a ideia de algo muito artificial.

No que se refere à expressão facial devemos entender que o nosso rosto é visto pelo ouvinte a partir de dois planos. O primeiro é um plano superior, que abrange a ponta do nariz para cima até o topo da cabeça, onde os olhos têm maior carga expressiva e causarão maior impacto durante a comunicação. O segundo é um plano inferior, da ponta do nariz para baixo até o queixo, onde a boca será a maior responsável pela carga expressiva. É de extrema importância passar ao ouvinte a impressão de harmonia desses dois planos. Assim, durante o discurso, o locutor deve falar movimentando bem a boca e realizando movimentos com os olhos e com a testa, que devem se harmonizar e serem coerentes entre si.

Devemos estar atentos para não cometermos alguns erros comuns em relação à expressão facial, para que o discurso não se torne exagerado, caricato ou artificial. Um dos erros mais comuns ocorre quando o locutor/narrador está muito inseguro em relação à situação e articula muito pouco os lábios, falando com a boca quase fechada. Como disse anteriormente, a parte de baixo do rosto é um dos focos de atenção durante um diálogo e a boca é o ponto principal. Se o narrador quase não movimenta os lábios, acaba perdendo expressão e prejudicando o conteúdo que pretende expor. Estará nítida sua insegurança e isso chamará muito a atenção.

Outro erro comum ocorre quando o narrador/locutor está muito tenso ou preocupado com a situação, e nestes casos é comum exagerar um pouco mais nas expressões faciais, franzindo a testa ou apertando os olhos. Ao realizar essas manobras o locutor passará a impressão muito forte de que realmente aquela situação o está incomodando de alguma forma.

Um último exemplo ocorre quanto o locutor está assustado com a situação e acaba arregalando os olhos, o que chamará a atenção do ouvinte para estes gestos.

2-  A maneira como falamos

A maneira como colocamos a nossa voz, as pausas, as ênfases que utilizamos em um discurso, também produzirão um determinado impacto.

A fala pode acontecer a partir de várias modulações, entonações, pausas e padrões diferenciados que produzem determinado impacto e diversos efeitos. Dois pontos são de extrema importância na fala: a modulação e a pausa, pois dependendo da maneira que são utilizados, podem ajudar ou prejudicar um discurso.

Modulação é o tom que a voz deve estar quando queremos transmitir uma mensagem. É o processo de variação de altura, de intensidade da voz. As pessoas modulam o tom da voz para produzir a fala e a cada final de frase ocorrem três possibilidades de modulação. As frases podem ser finalizadas num padrão ascendente, descendente ou linear. No ascenden-te temos o aspecto final da frase como se fosse uma surpresa, como se estivéssemos falando de algo animado, alegre, festivo, ou até de espanto. No descendente o narrador fala de algo mais sério, triste, ou envolvendo um lamento, finalizando a frase com pouca modulação de voz, diminuindo o tom da fala ao final. No linear, que é o padrão mais comum em uma narrativa ou discurso, não há muita variação na modulação da voz, que se manterá praticamente no mesmo tom ao longo de toda a fala, sem ênfases. Ocorre quando há a narrativa de coisas sem muito conteúdo atrelado ao aspecto emocional.

A pausa é outro aspecto de extrema relevância, pois além de ter uma conotação didática, é utilizada para garantir que o ouvinte está entendendo perfeitamente todo o conteúdo do discurso. Quanto mais dificuldades de compreensão são identificadas no ouvinte, mais pausas serão utilizadas. Ao contrário, se o ouvinte possui uma rápida compreensão da narração, o número de pausas entre as frases deve ser menor para não deixar o discurso entediante.

As pausas devem ser dosadas para que todo o conteúdo possa atingir de maneira eficiente o ouvinte, separando blocos de significados de forma que ele realmente tenha oportunidade de acompanhar todo o raciocínio. Pausas encaixadas em trechos inadequados farão com que o ouvinte note algo artificial e sem lógica e sem sentido. Por outro lado, se o discurso não apresenta qualquer pausa, transmite a impressão de que o narrador não possui preocupação com o entendimento ou compreensão do ouvinte. Assim, a pausa é um elemento muito importante e deve ser utilizada para enfatizar determinados trechos dentro do discurso. Toda vez que ocorre uma pausa é como se colocasse um holofote na informação que vem a seguir, portanto é um recurso que deve ser utilizado nos locais corretos e de maneira dosada.

3- Aspectos vocais

Estão relacionados com a maneira como utilizamos a voz.

Um recurso muito importante é o da ênfase. Quando enfati-zamos uma palavra, agregamos valor a ela. O intuito da ênfase é demonstrar ao ouvinte a importância ou relevância de determinado trecho para que ele possa identificar como sendo fundamental para sua compreensão, quase como uma mensagem subliminar que deixará em evidência aquele momento. A ênfase está muito associada à ideia de entusiasmo na comunicação e produz um impacto interessante no ouvinte, chamando a sua atenção, transmitindo a impressão de motivação. Pode transmitir a ideia de urgência ou até diretrizes em uma determinada ação.

Como exemplo, podemos utilizar a frase: “Precisamos relacionar novos clientes hoje”. Neste caso, se a ênfase for direcionada à palavra “hoje”, transmitiremos ao ouvinte a necessidade de urgência na ação. Se alterarmos a ênfase para a palavra “novos”, transmitiremos a necessidade de um plano de ação para captação de novos clientes e não adotar medidas para clientes já existentes.

Outro recurso da fala diz respeito à duração das vogais. As vogais produzem um impacto muito importante em um discurso, pois dependendo do tipo de duração, transmite certos sinais ao ouvinte. Se o narrador utilizar uma duração muito curta de vogais, transmitirá a ideia de muita objetividade. Ao contrário, a utilização de uma vogal muito longa transmitirá a impressão de mais subjetividade. Assim, se há a necessidade de dar uma ordem ou passar uma informação de maneira precisa, como em uma reunião da empresa, por exemplo, as vogais não devem ser proferidas de maneira longa e duradoura, pois é um discurso que deve passar ideia de mais objetividade.

Ressonância é um sistema de repercussão de sons que vibram em frequência própria com amplitude acentuadamente maior, como resultado de estímulos externos que possuem a mesma frequência de vibração. A nossa voz é produzida no nível das pregas vocais, que são estruturas musculares em formato de “V”, posicionadas na laringe, paralelas ao chão. O som que é produzido nas pregas vocais é muito fraco, precisa ser amplificado para ganhar projeção, e é essa amplificação que denomina-mos ressonância.

Nós temos basicamente três cavidades de ressonância que envolvem a projeção da voz, que são boca, garganta e a cavidade nasal. Desta forma, para nos comunicarmos adequadamente, devemos saber utilizar de forma equilibrada estas cavidades, transmitindo ao ouvinte a sensação de conforto na produção da fala, o que é bastante positivo para o diálogo.

Entretanto pode ocorrer algum desequilíbrio nessa utilização, jogando, por exemplo, o foco da emissão do som todo na garganta, provocando uma sobrecarga desta que realizará, sozinha, o trabalho que deve ser desempenhado com o equilíbrio das três estruturas acima mencionadas. Se isso ocorrer o narrador causará a impressão de uma pessoa com pouca
energia, de uma pessoa triste ou deprimida.

Pode ocorrer também o desenvolvimento de um padrão atípico, sem a utilização de cavidade nasal. Ocorre como se o narrador estivesse muito gripado naquele momento, passando a impressão de falta de contato, porque o nariz é muito relacionado ao aspecto afetivo e emocional. Ainda, pode ocorrer de o narrador utilizar de maneira exagerada a cavidade nasal, com o som ressoando somente na faringe, transmitindo a impressão de uma pessoa mais fútil ou menos preparada profissionalmente. A voz, neste caso, sai com som totalmente anasalado, o que também é muito negativo em um diálogo.

A voz é uma das projeções mais fortes e marcantes da personalidade de cada indivíduo e incorpora características vocais na comunicação de forma automática, sem que ele note que isso acontece. Este processo ocorre de maneira absolutamente intuitiva e subjetiva, revestindo-se de grande importância no cuidado que se deve ter para alcançar a qualidade e o tom necessários para a comunicação.

No que tange à qualidade vocal, é recomendado que seja realizado um trabalho de forma neutra, com o intuito de transmitir a impressão de conforto, de uma fala tranquila e controlada. Porém a qualidade vocal nem sempre é neutra, pois algumas pessoas acabam desenvolvendo uma característica de rouquidão que pode ocorrer devido a algum problema fisiológico, ou simplesmente pela própria característica natural, e transmitirá a ideia de desconforto.

Para manter uma boa qualidade vocal é imprescindível a realização de cuidados diários com a voz, dentre eles manter sempre bem hidratadas as pregas vocais, seja antes, durante ou depois de um discurso, assim como realizar aquecimentos específicos para a fala, manter uma alimentação adequada e evitar o consumo de alimentos ou produtos que possam anestesiar as pregas vocais e prejudicar a qualidade da fala, podendo ocasionar danos mais graves.

O tom da voz pode variar de grave para agudo, sendo que cada variação causa um impacto diferente no ouvinte. A voz mais grave, que tende a ser mais grossa, transmite a ideia de firmeza e seriedade, ou até uma ideia imperativa, de ordem, de uma pessoa mais madura ou profissional. Já uma voz bem aguda, ou seja, bem fi na, causa a impressão de uma pessoa mais alegre, mais solta, ou até mais insegura ou imatura. É importante destacar que estas características apenas causam ao ouvinte uma primeira e superficial impressão acerca do narrador. No entanto, a maneira correta de colocar a voz durante um discurso, independente de a voz ser grave ou aguda, fará a diferença para o entendimento adequado de todo o raciocínio pelo ouvinte.

Outra condição importante é a intensidade da voz, ou seja, o volume utilizado para a comunicação, que pode ser baixa, média ou alta. A baixa intensidade transmite a impressão de falta de segurança. Como exemplo, uma pessoa que preside uma reunião de negócios e fala extremamente baixo acaba gerando dúvida nos demais participantes da reunião, devido a sensação de segurança sobre o que está falando. Ao contrário desta, uma pessoa que em uma reunião de negócios fala extremamente alto, ou seja, com uma alta intensidade, passará a impressão de que está invadindo o espaço do ouvinte, sendo uma pessoa arrogante, agressiva ou intransigente, gerando um alto índice de rejeição.

O discurso mais adequado é aquele que se desenvolve em uma intensidade mediana, para que a narrativa seja confortável e agradável aos ouvidos de quem está presente.

A respiração é realizada por três meios distintos: nasal, oral, ou mista, que ocorre quando inspiramos simultaneamente pelo nariz e pela boca, como por exemplo quando levamos um susto. Independentemente do meio em que ocorre a inspiração, o indivíduo deve estar atento ao direcionamento do ar para que obtenha uma melhor performance em seu discurso, sem apresentar cansaço, fadiga ou falta de ar. Para evitar essas circunstâncias é recomendado o direcionamento do ar para a região abdominal, desenvolvendo assim a respiração conhecida como diafragmática.

Existem diversas formas de respiração, sendo a respiração diafragmática ou abdominal, assim como a respiração torácica, a mais comum. Para a realização da respiração diafragmática, o ar que é inspirado deve ser direcionado para o abdome, gerando a expansão do diafragma. Da mesma forma, ao expirar, o ar é comprimido no diafragma e essa compressão vai direcioná-lo com uma maior intensidade e maior projeção para as pregas vocais, possibilitando um melhor controle do som para as cavidades de ressonância, a fim de obter o melhor resultado na hora da comunicação.

O profissional que utiliza a voz como seu instrumento de trabalho deve estar atento a todos os exageros ou vícios da fala que possam mascarar e prejudicar o seu desempenho. A melhor maneira de obter êxito em seu discurso é adotar padrões de fala neutros, equilibrados, de forma clara e precisa, para que o ouvinte possa captar todos os pormenores envolvidos no diálogo.

Com toda essa informação, tenho certeza de que novos palestrantes surgirão. Quero ver todos vocês tendo êxito em suas palestras e apresentações. O seu sucesso depende da informação pessoal que você passa, antes mesmo do conteúdo.


SUCESSO!!!


Saturday, December 16, 2017

CRENÇAS LIMITANTES - O QUE SÃO? DE ONDE VÊM? COMO TRANSFORMÁ-LAS?

As crenças limitantes são pensamentos e formas de expressão que impedem de realizar determinada tarefa. Elas existem por vários motivos, e todos eles são determinados por algum acontecimento que tenha sido traumatizante para nossa mente, incapacitando-nos de seguir adiante, quando enfrentamos situações que disparam essas crenças. Esses traumas sempre acabam surgindo na infância ou adolescência, quando nossos desafios estão no começo.

Você já se pegou com pensamentos negativos como estes?

- Não consigo me organizar.
- Eu nunca vou conseguir atingir meus objetivos.
- Eu não tenho direito a esta conquista.
- Eu não sei como posso resolver este problema.
- Eu não tenho capacidade em aprender isso.
- Eu não consigo, eu não posso, eu não sou capaz.

Um exemplo é o medo de falar em público, uma situação constrangedora que marcou sua vida, crianças que na infância foram chamadas de burras, incompetentes, incapazes, entre outras formas de expressão que acabam atingindo sua auto estima e tornando-as pessoas descompromissadas, pessoas que não conseguem enfrentar desafios por acharem-se incapazes de realizar determinada tarefa. Sempre lembrando que cada caso é um caso.

Quando começamos a dizer a nós mesmos frases que começam com “eu não”, é certo que estamos sob influência de um critico interno e enquanto não dominarmos esses pensamentos e transforma-los em algo positivo, dificilmente conseguiremos dar um passo em direção a algum objetivo, ou mesmo ter sucesso em alguma área da nossa vida.

A criação dos pais insere crenças e valores nos filhos.

Isso é natural e inevitável, pois eles querem transmitir o que julgam correto segundo suas crenças. Muitas vezes os pais criam seus filhos com base no medo, ameaça e com crenças limitantes em relação a vários fatores na vida. A distorção é criada a partir da identificação com essas informações vivenciadas. É impressionante o quanto as crenças regem nossas vidas. Vale lembrar que todas as crenças têm seu fundo de verdade, o que não isenta de serem limitantes.

São geralmente três categorias de crenças limitantes:

1- Falta de merecimento - Crença de que a conquista do objetivo não é merecida. Estão ligadas a um sistema de valores relacionados com comportamentos sociais e religiosos. Culpa autopunitiva e/ou culto ao sofrimento, não ser merecedor.

2- Impossibilidade de Realização - Nosso objetivo não pode ser conquistado, independentemente de nossa capacidade. Essas crenças estão ligadas ao medo de se frustrar, ao desanimo e à imagem negativa de si mesmo.

3- Capacidade Insuficiente - O objetivo é alcançável, mas não temos capacidade de realizar. Comparações com outras pessoas sempre melhores que nós e/ou autocrítica muito forte.

A dificuldade na percepção das crenças limitantes.

A maior dificuldade em identificar as crenças que nos movem são a autossabotagem, vitimização e a defesa do ego, que tentam lhe provar que seus pensamentos e sentimentos destrutivos são corretos e engessados em sua personalidade. “Se você pensa que pode, ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.” Henry Ford

Os fatores externos e experiências reforçam as crenças limitantes.

Durante nossa trajetória buscamos referências em nossas experiências para nos moldar ao ambiente em que vivemos, alinhando-nos coma sociedade e seu padrão de consumo, controle, trajes, maneiras de expressão e crenças sobre diversos assuntos.

Tudo isso é adaptação que fazemos ao ambiente de forma inconsciente. O discernimento sobre o que devemos aceitar como “verdade” definirá o limite que podemos alcançar em todas as áreas na vida.

Como libertar-se?

Coaching e análise são processos que podem ajudar a manter essa voz sob controle e até mesmo reverter suas mensagens de desmotivadoras para poderosas frases que o motivarão a alcançar suas metas e ir além. Uma delas é colocando de maneira clara, projetando de maneira positiva, os pontos que trazem desconfortos a você.

Outra é a programação mental através do coaching. Valorizando e desenvolvendo sempre capacidades, não se limitando, pensando no aqui e agora e transformando suas necessidades em objetivos claros, retirando o medo da perda, sendo flexível para mudar a estratégia.

Criando uma nova possibilidade através de uma mudança de percepção interior, pois nada mais é que um ímã que atrai o que você sente e pensa. As pessoas se preocupam com seus bens materiais, carros, imóveis, bichos de estimação, mas esquecem de zelar por si próprios através de seus pensamentos e sentimentos que geram o comportamento negativo.

A mudança ao nosso redor acontecerá somente quando mudarmos nosso sistema de crenças e valores, dando oportunidade a nós mesmos de evoluirmos em consciência e atitudes. É uma maneira de libertação de vícios de pensamentos e atitudes auto destruidoras.

No caso do coaching, o processo trabalha para eliminação buscando os pontos positivos. Esse processo, estimula o foco nas possibilidades e qualidades do cliente (coachee). O coaching dá ferramentas necessárias para que se possa trabalhar as habilidades e consequentemente diminuir os efeitos negativos nos pensamentos e atitudes, mesmo numa situação adversa, pois quando passamos a ver o lado positivo e pontos de melhorias e a focar no melhor, a crença limitante vai diminuindo a cada dia e com certeza o deixa mais próximo de alcançar resultados extraordinários em tudo que se faz.

Lembrando que cada caso é um caso, analisado junto ao coach. Estamos diante de um problema muito delicado de solucionar, são casos que o coach deve trabalhar com ideias fixas que já existem há muito tempo na vida coachee e devem ser trabalhadas com muito cuidado. Não existe uma técnica para eliminar uma crença limitante. O trabalho é substituir a crença por outra ideia que possa levar a pessoa para mais perto do seu objetivo.

Durante as sessões tanto de coach como de análise, é necessário identificar de onde esta
crença surge e o que dispara toda sequência de atitudes. Há, para isso, ferramentas capazes de criar situações onde o paciente ou coachee pode expor seus medos e as formas como age. 

Como pode ver, há sim uma solução eficiente e que a pessoa pode realizar qualquer tarefa
que venha surgir em sua vida, tornando-se uma pessoa mais confiante e tendo conhecimento que cada obstáculo deve ser visto como mais um desafio que pode ser superado.

Como se ajudar?
ENXERGUE-SE FORA DOS CONDICIONAMENTOS

Não somos nossos pensamentos. Nós os criamos com base na interpretação de nossas experiências e eles se repetem como a forma que o cérebro tem de solucionar um problema sempre por um caminho já conhecido por ele. Nesse momento é importante entender a diferença entre os fatos e os seus conceitos sobre eles.

• Aprenda a controlar a voz interior critica, e transforme-a em fortalecedora.
• Passe pelo menos uma semana monitorando a frequência, intensidade de cada autocritica.
• Escolha um ou dois pensamento negativos.
• Após escolher o(s) pensamentos negativos, elabore frases positivas que neutralizem a negativa.

Não é porque alguém disse que você é incapaz que isso é verdadeiro, alias nada existe que o ser humano, criatura criada pelo criador, seja impossibilitada de fazer, a não ser por ela própria. Você é o único responsável pelas suas escolhas e consequências delas.

E você? Ainda acha que não pode? Então repita agora mesmo: EU POSSO, EU CONSIGO!!!